O período crítico para queimadas e incêndios florestais está se aproximando, com previsão de aumento nas ocorrências em setembro e outubro. Em resposta a essa situação, alguns estados já estão se mobilizando para implementar medidas preventivas. No Maranhão, ações específicas para combater incêndios foram intensificadas com o lançamento do programa “Maranhão Sem Queimadas” nesta quarta-feira (9).
Noventa e duas prefeituras do estado se uniram ao programa para fortalecer iniciativas de proteção ambiental. O Fundo Amazônico, que conta com recursos da Alemanha, destinará R$ 45 milhões para a aquisição de equipamentos para 49 unidades do Corpo de Bombeiros. Além disso, outras sete unidades serão construídas para ampliar a atuação da corporação.
O estado também firmou um contrato com uma multinacional suíça, no valor de US$ 100 milhões, focado na recuperação de áreas florestais, regularização fundiária e combate às queimadas.
Durante o anúncio, o governo do Maranhão destacou o projeto “Floresta Viva Maranhão”, que tem como objetivo a recuperação de florestas e a implantação de viveiros de mudas, como as de açaí. A iniciativa visa beneficiar economicamente os produtores rurais, oferecendo uma alternativa sustentável e valorosa para as comunidades.
A primeira medida deste projeto foi a instalação do maior viveiro público de mudas do Brasil, localizado no município de São Bento, a cerca de 70 km de São Luís. Espera-se que essa ação beneficie 100 famílias, crie oportunidades econômicas locais, recupere áreas degradadas e promova a bioeconomia como uma alternativa viável às cadeias produtivas.



