Crianças sentadas no chão da Avenida Paulista amassaram argila e modelaram pequenos vasos para acomodar sementes e mudas em ato simbólico que marcou os sete anos do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho. O desastre, ocorrido em 25 de janeiro, deixou 272 mortos.
A iniciativa foi organizada pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, criado em homenagem a dois filhos mortos no colapso da barragem. As vítimas estavam hospedadas na Pousada Nova Estância, que foi engolida pelos rejeitos. Na mesma tragédia também morreram a nora da fundadora do instituto, grávida de cinco meses, além do ex-marido dela e da esposa que o acompanhava na viagem.
No meio da Avenida Paulista, uma sirene foi acionada às 12h28 para marcar o horário em que o rompimento teve início. A sirene foi utilizada como registro simbólico diante do fato de que, no momento do desastre, os alertas não foram acionados para avisar a população local.
Sete anos após o desastre, ainda não há responsabilização criminal definitiva. Um processo em tramitação na Justiça de Minas Gerais envolve 15 réus que serão julgados pelo episódio.
Familiares e atingidos registraram perdas de casas, lavouras e animais. Medidas de reparação e indenizações seguem em andamento, enquanto movimentos e entidades mantêm a cobrança por justiça e prevenção para evitar novas tragédias.



