O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (11), que o governo brasileiro conta com o apoio da população para enfrentar as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Ele enfatizou que o Brasil não se submeterá a intimidações, em referência às declarações do ex-presidente Donald Trump.
Durante cerimônia em Linhares, Espírito Santo, onde lançou um programa de indenização a vítimas do rompimento da barragem de Mariana, Lula comentou que o povo brasileiro se unirá contra provocações externas. Ele também reiterou que o governo estuda utilizar a Lei de Reciprocidade como resposta às altas tarifas de Trump, caso as negociações com Washington não sejam eficazes. O presidente criticou a alegação de Trump sobre um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil, apontando que as estatísticas contradizem essa afirmação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob investigação do Ministério Público por supostas articulações de sanções contra o Brasil, também foi alvo das críticas de Lula. Bolsonaro é acusado de tentar um golpe de Estado para reverter os resultados das eleições de 2022, pressionando aliados militares e arquitetando planos contra figuras do governo atual.
Além disso, Lula questionou a postura de Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do cargo e foi aos EUA pedir intervenção de Trump em favor do pai. Essa situação levanta questões sobre a honra dos envolvidos diante das acusações graves que enfrentam.
Analistas apontam que a imposição de tarifas por Trump pode ser uma estratégia de chantagem política, visando influenciar questões internas do Brasil e afetar sua posição no cenário global, especialmente em relação ao Brics e à regulação das grandes empresas de tecnologia.



