No dia 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um discurso de abertura na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Durante o encontro, ele abordará as prioridades da política externa do Brasil e irá participar de reuniões sobre a questão da Palestina e a crise climática, em preparação para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP30), programada para novembro, em Belém (PA).
Sobre a Palestina, Lula participará da 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina, promovida pela França e Arábia Saudita. O governo brasileiro espera que esta seja uma oportunidade para o reconhecimento da Palestina como Estado, que já conta com a adesão de 147 países, incluindo o Brasil. Alguns países, como França, Reino Unido, Canadá e Portugal, manifestaram interesse em reconhecer a Palestina durante o encontro da ONU, enquanto Israel e os EUA se opõem a essa ideia.
No dia 24 de setembro, o presidente se envolverá na 2ª edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, que contará com a presença de líderes de aproximadamente 30 países. Essa iniciativa visa fortalecer a cooperação internacional em defesa da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito, diante de um cenário global de incerteza e ameaças a valores democráticos. O primeiro evento desse tipo aconteceu no Chile, em julho, com a participação de líderes da América Latina.
Outra prioridade na agenda de Lula é a crise climática. No mesmo dia 24, ele co-presidirá um evento sobre esse tema ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres. O objetivo é mobilizar os Estados-membros para ações climáticas, incluindo a apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para a COP30. Até agora, apenas 29 países submeteu suas NDCs, segundo informações do Itamaraty.
Além disso, Lula participará de um evento organizado pelo Brasil para fomentar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30 e servirá para financiar a preservação das florestas. O presidente também se unirá a um encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, que discutirá mecanismos de adaptação às mudanças climáticas, ressaltando a voz da África sobre a necessidade de adequado financiamento para essa adaptação.
A delegação brasileira se envolverá ainda na Semana do Clima de Nova York, que começa em 22 de setembro, com a realização de cerca de 500 eventos voltados a governantes e representantes da sociedade civil. Esta semana tem sido realizada anualmente desde 2009, em paralelo à Assembleia Geral da ONU, e serve como um evento preparatório para a COP30, promovendo a mobilização e discussão sobre soluções para as mudanças climáticas.



