O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro‑ministro indiano Narendra Modi conversaram por cerca de 45 minutos por telefone nesta quinta‑feira (22). Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo tratou da ampliação da cooperação bilateral em defesa, comércio, saúde, energia, ciência e tecnologia, além da exploração de minerais críticos e terras raras e da produção de biocombustíveis.
Os temas previstos serão aprofundados durante a visita do presidente brasileiro à Índia, entre 19 e 21 de fevereiro. A missão é organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e integra esforços para estreitar relações comerciais, ampliar as vendas de produtos brasileiros e atrair investimentos. A viagem também coincide com negociações sobre a ampliação do acordo Mercosul‑Índia.
Dados comerciais citados pela ApexBrasil indicam que, em 2025, o Brasil importou quase US$ 8,5 bilhões em produtos indianos, enquanto as exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 7 bilhões. Essas vendas se concentraram principalmente em petróleo (30% do total), açúcar e melaço (15%), gorduras e óleos vegetais (14%) e minério de ferro (6%). Há intenção de diversificar a pauta exportadora, incluindo produtos como óleo combustível, defensivos agrícolas, medicamentos e peças automotivas.
A agenda da missão também prevê cooperação técnica, com participação da Embrapa e iniciativas voltadas à melhoria da produtividade de pequenos produtores rurais na Índia.
Quase 200 empresários brasileiros já manifestaram interesse em integrar a comitiva presidencial. Os participantes privados arcarão com passagens e hospedagem. Parte da agenda será dedicada a reuniões com grandes empresas indianas que investem no Brasil, nas quais estão previstos anúncios de investimentos para os próximos quatro ou cinco anos.
Durante a visita, a ApexBrasil inaugurará seu escritório em Nova Délhi, o 20º da agência em outros países.



