sábado, março 28, 2026
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Lula critica a falta de ação dos países na luta contra a crise climática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a ineficácia das medidas do Acordo de Paris em conter o aumento da temperatura global, durante a Cúpula do Clima em Belém do Pará, realizada nesta sexta-feira (7). O evento reuniu líderes de mais de 100 nações e deu início a discussões sobre o acordo firmado há dez anos na COP21.

Apesar das ações acordadas entre os países participantes, a temperatura média do planeta continua a crescer anualmente. Diante desse cenário, o presidente brasileiro enfatizou que as nações não têm agido de maneira eficaz para mitigar a crise climática e sugeriu que o Acordo de Paris necessite de atualizações e novas iniciativas.

Lula destacou a importância de Belém como um local simbólico para reafirmar o compromisso do Brasil com o acordo, ressaltando a necessidade de ir além da implementação das medidas previamente acordadas. Ele também sugeriu que as ações adicionais devem ser estabelecidas para reduzir a lacuna entre as promessas e a realidade enfrentada.

Uma das propostas defendidas pelo presidente é que os mais ricos assumam uma maior responsabilidade em relação ao aquecimento global. Segundo dados apresentados, um indivíduo do 0,1% mais rico do planeta emite em um único dia mais carbono do que a metade mais pobre da população global durante um ano inteiro. Lula argumentou que é justo exigir mais contribuições desses indivíduos, mencionando a possibilidade de implementar impostos sobre grandes corporações e tributações aos super-ricos para gerar recursos destinados às ações climáticas.

Além disso, o presidente criticou o modelo atual de financiamento climático, que tende a beneficiar países desenvolvidos enquanto aumenta a dívida dos países em desenvolvimento. Lula enfatizou que a maioria dos recursos é oferecida na forma de empréstimos, o que é eticamente e praticamente questionável. Ele defendeu que a luta contra mudanças climáticas deve ser encarada como um investimento, não um gasto, e sugeriu que modelos que trocam dívidas por ações climáticas têm se mostrado viáveis.

Por fim, Lula reiterou a importância do multilateralismo no enfrentamento da crise climática, enfatizando que a preservação do planeta depende do esforço coletivo de todas as nações.

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