segunda-feira, março 30, 2026
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Lia Nogueira pede revisão imediata dos custos do Tratamento Fora de Domicílio

**Desafios de Pacientes Sul-Mato-Grossenses em Tratamentos Fora do Estado**

Em Naviraí, José Ferreira enfrenta as dificuldades de quem precisa buscar tratamento médico fora de Mato Grosso do Sul. Após nove anos em hemodiálise, ele passou por um transplante de rim em 2020, que não teve sucesso. Em 2023, José recebeu um novo transplante em São Paulo e continua a ser acompanhado periodicamente.

Deficiente visual, ele viaja acompanhado da esposa, que o ajuda durante todo o processo. Após o retransplante, José permaneceu 90 dias em São Paulo para cuidados iniciais e, desde então, precisa retornar a cada três meses para as revisões médicas. A logística e os custos dessas viagens representam um grande desafio.

O auxílio recebido através do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) é insuficiente para cobrir as despesas básicas de alimentação e hospedagem. Os valores, considerados baixos, não permitem um sustento adequado durante as estadias. José relatou que em São Paulo, paga cerca de R$120 por noite em hospedagens simples, que são, muitas vezes, desconfortáveis.

Esse cenário é compartilhado por diversos pacientes do estado que dependem do TFD para tratamentos de maior complexidade em outros locais.

Na Assembleia Legislativa, a deputada Lia Nogueira (PSDB) apresentou uma proposta ao Ministério da Saúde, solicitando um reajuste urgente nos valores do TFD, que estão defasados há mais de 20 anos. Ela também sugeriu que o Governo de Mato Grosso do Sul examine a possibilidade de complementar os benefícios para pacientes, à espera de atualização federal.

Lia enfatizou que o TFD é essencial para garantir o acesso à saúde, permitindo o deslocamento de pacientes e acompanhantes quando o tratamento não está disponível no município de origem. Destacou que os valores atuais não refletem o custo de vida real.

Atualmente, segundo normas do Ministério da Saúde, a ajuda para alimentação sem pernoite é de R$8,40 e, com pernoite, de R$24,75. A deputada alertou que tais valores comprometem a dignidade dos pacientes, impondo condições precárias a indivíduos que já lidam com doenças graves.

A parlamentar finalizou ressaltando que a atualização do TFD não é apenas uma questão administrativa, mas uma forma de respeitar os cidadãos que lutam pelo direito a um tratamento digno, independentemente de onde residam.

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