domingo, março 29, 2026
InícioPolicial“Lewandowski afirma que descobrimos apenas a ponta do iceberg nas operações”

“Lewandowski afirma que descobrimos apenas a ponta do iceberg nas operações”

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou que as ações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, realizadas nesta quinta-feira (28), representam apenas uma parte de um problema muito maior. Em entrevista ao programa Voz do Brasil, ele enfatizou a necessidade de atingir todos os níveis das organizações criminosas.

As investigações revelaram conexões entre o crime organizado, o setor financeiro e empresas de combustíveis. A pesquisa indica que os lucros obtidos de forma ilegal estavam sendo “lavados” por meio de fintechs e gestores de fundos financeiros, mostrando um processo de migração do crime da ilegalidade para a legalidade.

O ministro observou que as táticas tradicionais de combate à criminalidade, em especial as ações policiais, eram insuficientes para enfrentar esse fenômeno complexo, que exige análises financeiras e contábeis aprofundadas. Neste contexto, o ministério estabeleceu, no início do ano, um núcleo voltado para o combate ao crime organizado, buscando uma abordagem ampla em diversas áreas.

A estratégia adotada incluiu um enfoque multidisciplinar para abordar a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis, indo além da repressão física. A participação da Receita Federal foi considerada essencial para identificar a origem dos recursos ilícitos.

As operações realizadas exigiram grande esforço e planejamento. Até o momento, foram cumpridos quase 400 mandados judiciais, resultando na identificação de R$ 140 bilhões em movimentações ilegais. Bens e valores no montante de R$ 3,2 bilhões foram bloqueados e sequestrados. Também foram cumpridos 14 mandados de prisão, evidenciando a gravidade do esquema investigado.

As ações revelaram adulteração de combustíveis e uma rede responsável pela importação de metanol, que era desviado de refinarias. O ministro enfatizou que o principal objetivo das forças de segurança é desestabilizar financeiramente o crime organizado, identificando mais de mil postos de gasolina envolvidos em atividades de lavagem de dinheiro e fornecimento de produtos adulterados.

Documentos apreendidos nas operações podem levar a novas investigações, conforme informado pelo ministro.

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