Nesta semana, o empresário aposentado Luis Sérgio Santos, de 73 anos, visitou o Novo Mercado São José, recentemente inaugurado em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. O espaço, que estava fechado desde 2018, foi revitalizado e agora se apresenta como um novo polo gastronômico e cultural.
Santos era frequentador do mercado antes de sua desativação e destaca as melhorias nas instalações, que agora estão mais modernas e confortáveis. O local, antes marcado por uma estrutura colonial deteriorada, passou por reformas que prometem atrair antigos e novos visitantes.
Moradora de Laranjeiras, a farmacêutica Luiza Gotin, de 39 anos, também foi conferir as novidades. Ela mencionou que o antigo mercado era um espaço abandonado, afetado pela degradação e pela presença de moradores de rua. A revitalização, segundo ela, não só trouxe segurança, mas também uma oportunidade de interação social entre os restaurantes.
Após sete anos de fechamento, o prédio foi adquirido pela prefeitura em 2023, por R$ 3 milhões. A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) executou uma seleção pública, resultando na escolha de um consórcio liderado pela Engeprat e pela Junta Local para administrar o espaço pelos próximos 25 anos, com um investimento privado de R$ 10 milhões na revitalização.
O Novo Mercado São José, popularmente chamado de Mercadinho São José, agora abriga 16 empreendimentos que vão de hortifruti orgânico a restaurantes e bares. O funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 22h, na Rua das Laranjeiras, 90.
O espaço representa uma oportunidade para pequenos negócios, como o restaurante Basta, que se destacou ao abrir sua primeira loja no local. O sócio do restaurante, formado na escola Le Cordon Bleu, comentou sobre a boa aceitação do público e o crescimento do negócio.
Outro empreendimento que se destacou foi o Rancho das Vertentes, uma queijaria que também buscava um espaço físico para seus produtos artesanais. O cofundador da Junta Local reforçou que o objetivo é resgatar a tradição do mercado, que data de 1944, promovendo a cultura local e gerando emprego para a comunidade.
Com um histórico que remonta à época do Império, quando o lugar era uma senzala e celeiro, o mercado foi inaugurado oficialmente como tal em 31 de maio de 1944, durante o governo de Getúlio Vargas. A revitalização de 1988 havia transformado o espaço em um ícone da boemia carioca, mas sua estrutura deteriorada levou ao fechamento em 2018. Agora, com renovação, o mercado se reinventa e promete um futuro vibrante.



