domingo, março 29, 2026
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Justiça determina soltura de turista argentina acusada de injúria racial

A Justiça do Rio revogou, na tarde desta sexta-feira (6), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, acusada de injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi liberada à noite na delegacia.

Pela manhã, a turista havia sido detida em cumprimento a um mandado expedido pela 37ª Vara Criminal do Rio. A prisão ocorreu em um apartamento alugado na Vargem Pequena.

O processo corre em segredo de Justiça. A assessoria do Tribunal informou apenas que a ordem de prisão preventiva foi revogada pelo juízo de primeira instância.

O episódio aconteceu em 14 de janeiro, quando uma das vítimas registrou boletim de ocorrência relatando xingamentos de cunho racial durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo apurado, a acusada apontou o dedo para o trabalhador, usou a palavra “mono” (termo que significa “macaco” em espanhol) e passou a imitar gestos e sons de animal.

As condutas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas após análise das imagens de câmeras de segurança. A Polícia Civil ouviu testemunhas e reuniu elementos probatórios que, segundo a corporação, esclareceram a dinâmica dos fatos.

Antes da decretação da prisão preventiva, a Justiça, a pedido do Ministério Público, havia proibido a denunciada de deixar o país, retido seu passaporte e determinado o uso de tornozeleira eletrônica.

O crime imputado é injúria racial, tipificada no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, cuja pena prevista varia de dois a cinco anos de reclusão.

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