A Justiça de São Paulo acatou pedido do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública e determinou, no fim da sexta-feira (12), que a concessionária Enel restabeleça o fornecimento de energia em até 12 horas. Em caso de descumprimento, haverá multa de R$ 200 mil por hora.
Três dias após a ventania ocorrida na quarta-feira (10), a Enel registra 493.303 clientes sem eletricidade na cidade de São Paulo e na região metropolitana. Na capital, mais de 363 mil consumidores permanecem sem energia.
A decisão judicial estabelece prioridade no restabelecimento para delegacias, presídios e equipamentos de segurança; creches, escolas e outros espaços coletivos, em especial diante da realização de vestibulares e provas; sistemas de abastecimento de água e saneamento — incluindo instalações da Sabesp e condomínios com bombas elétricas — e locais com concentração de pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência.
O mandado também abrange todas as demais unidades consumidoras afetadas desde 9 de dezembro de 2025.
Além disso, a Justiça ordenou que a empresa mantenha canais de atendimento operacionais, sem barreiras tecnológicas que impeçam os consumidores de registrar faltas de energia. O não cumprimento poderá acarretar execução imediata da multa e medidas mais duras, como bloqueio de valores, intervenção judicial e apuração de responsabilidade civil e criminal.
O episódio que provocou as interrupções foi a passagem de um ciclone extratropical, que trouxe chuvas e ventos fortes. Na quarta-feira, rajadas chegaram a 100 km/h em pontos da região metropolitana, provocando mais de 330 quedas de árvores. Os danos às redes elétricas levaram ao pico de 2,2 milhões de consumidores sem luz. Parte dos locais afetados ainda segue sem energia.



