Uma pesquisa realizada pela Emy Education revelou que 90% dos jovens entrevistados consideram que a Inteligência Artificial (IA) tem contribuído para a redução do estresse durante períodos intensos de estudo, especialmente em épocas de avaliações e prazos de projetos. O estudo foi conduzido entre março e agosto deste ano e incluiu mais de 500 jovens, entre 16 e 24 anos, estudantes de nível médio e superior.
Os resultados mostraram que 96% dos participantes utilizaram ferramentas de IA para adquirir novos conhecimentos nos últimos seis meses. Quando indagados sobre o papel ideal da IA na aprendizagem, 86,8% dos jovens afirmaram que ela deve ser uma ferramenta de apoio, proporcionando respostas rápidas. Outros dois desejos principais foram a criação de uma IA que atuasse como mentor personalizado e uma que ajudasse a automatizar tarefas repetitivas.
No que diz respeito às barreiras para um uso mais frequente da IA, cerca de 60% dos entrevistados expressaram receio de receber respostas imprecisas ou distorcidas. Além disso, 35% relataram preocupação com a falta de contexto e personalização nas respostas da tecnologia.
A pesquisa também revelou um perfil socioeconômico dos participantes. Aproximadamente 32% dos jovens provêm de famílias com renda mensal inferior a R$ 3.500, classificando-se na classe D, conforme o IBGE. Na faixa de renda familiar até R$ 8.000, 31,4% dos respondentes se enquadraram. Por outro lado, apenas 1,6% dos entrevistados pertenciam ao grupo de renda superior a R$ 25 mil.
A análise dos dados sugere que os jovens, que cresceram na era digital, têm uma abordagem positiva em relação ao uso da IA em seus estudos, integrando essa tecnologia sem desprezar a importância dos professores ou de outros meios de aprendizado.



