Desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, aproximadamente 252 dos cerca de 1.600 jornalistas registrados na região foram mortos. Essa atualização foi divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas da Palestina durante uma reunião virtual promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em colaboração com a Embaixada da Palestina no Brasil. O sindicato classificou a situação como o maior massacre de jornalistas ocorrido em qualquer conflito na história.
Entre os ataques mais fatais, destacam-se os bombardeios ao Hospital Nasser, que resultaram na morte de 15 pessoas, incluindo quatro jornalistas, além de uma explosão causada por um drone que vitimou cinco repórteres da TV Al Jazeera. O sindicato também relatou a destruição de instituições de mídia e notificou a prisão de mais de 200 jornalistas, além de cerca de 400 feridos.
Em Gaza, vários jornalistas vivem em condições precárias. Muitas residências foram destruídas, e atualmente, jornalistas e suas famílias estão morando em tendas. Ao todo, cerca de 647 imóveis de profissionais da imprensa foram considerados inabitáveis devido aos ataques.
A escalada do conflito se intensificou após um atentado do Hamas a vilas israelenses em outubro de 2023, que deixou 1.200 mortos e 220 reféns. Desde então, os bombardeios israelenses resultaram em mais de 60 mil vítimas, além da devastação de infraestrutura essencial, como hospitais e escolas. O bloqueio nas fronteiras dificulta a entrada de alimentos e medicamentos, exacerbando a crisis humanitária.
A Assembleia Geral das Nações Unidas recebeu diversas declarações sobre o conflito, enquanto países como Reino Unido, França, Canadá e Austrália reconheceram oficialmente o Estado palestino. O Brasil mantém seu reconhecimento da Palestina desde 1967 e defende a coexistência pacífica entre israelenses e palestinos.
Desde a intensificação do conflito, aproximadamente 3.400 jornalistas foram barrados de entrar na Faixa de Gaza, incluindo 820 americanos. A situação crítica dos jornalistas tem sido exacerbada por violações, como a proibição de cobertura dos eventos em andamento.
A vice-presidente do Sindicato, junto a colegas na região, destacou a penúria enfrentada por jornalistas femininas, que enfrentam dificuldades em manter suas funções devido à falta de recursos essenciais.
Recentemente, a Fenaj convocou a Federação Internacional dos Jornalistas para uma mobilização global em solidariedade aos jornalistas palestinos e pediu a criação de um fundo de segurança para oferecer suporte aos profissionais que trabalham na região.
O embaixador da Palestina no Brasil terminou a reunião destacando a necessidade de garantir a livre circulação de informações sobre a situação em Gaza.



