A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promove, em alusão ao Janeiro Roxo, uma qualificação estadual para profissionais de saúde no dia 21 de janeiro, com foco no fortalecimento do diagnóstico precoce da hanseníase.
A capacitação abordará o reconhecimento dos sinais e sintomas da doença e a aplicação do teste rápido em contatos de casos novos. A iniciativa integra a campanha nacional Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro, realizada em parceria com o Ministério da Saúde e a OPAS.
A ação será transmitida para todo o estado pela plataforma Telessaúde, com apoio técnico do Hospital de Referência São Julião e participação de consultores do Ministério da Saúde, ampliando o suporte às equipes da Rede de Atenção à Saúde e a capacidade de resposta dos serviços.
O webinar “Qualificação em Hanseníase” ocorrerá em 21 de janeiro de 2026, das 8h30 às 10h30 (horário de Mato Grosso do Sul). O público-alvo são profissionais de saúde e coordenadores municipais dos 79 municípios. A atividade será conduzida pelo coordenador do Programa de Hanseníase do Ambulatório do Hospital São Julião e por consultores da Coordenação‑Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE), vinculada ao Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Entre os sinais de alerta apontados para a hanseníase estão manchas na pele (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e áreas com alteração da sensibilidade térmica (calor e frio), dolorosa ou tátil. Podem também ocorrer formigamento ou sensação de choques, especialmente em braços e pernas; inchaço de mãos e pés; ressecamento da pele; queda de pelos, principalmente das sobrancelhas; nódulos e, em alguns casos, sangramentos nasais. A orientação é procurar unidade de saúde ao identificar qualquer desses sinais.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) apontam 1.950 casos notificados no estado entre 2021 e 2025, com aumento nos registros em 2024 e 2025. Esses números reforçam a necessidade de ações contínuas de vigilância e qualificação profissional.
A hanseníase é curável, com tratamento gratuito pelo SUS. O risco de transmissão é reduzido rapidamente nas primeiras doses da medicação. A detecção precoce favorece melhores resultados terapêuticos e previne complicações ao longo do tempo.



