A cheia dos rios começa a provocar impactos significativos no interior do Amazonas. A Defesa Civil do estado informou que 12 municípios já estão em situação de emergência e mais de 112 mil pessoas foram afetadas pelo aumento do nível das águas.
Os alagamentos atingem zonas urbanas e rurais, provocando isolamento de comunidades e danos materiais relevantes. O fenômeno integra o ciclo hidrológico da região, que tem início entre outubro e novembro e costuma se intensificar até junho.
A preocupação aumenta quando a cheia ocorre antecipadamente ou com maior intensidade, quadro que tem sido observado no sul do Amazonas, sobretudo na bacia do Rio Purus. As condições seguem em monitoramento contínuo pelas autoridades.
Além dos 12 municípios em emergência, outros sete estão em estado de alerta, 15 em atenção e 28 em condição de normalidade — entre eles a capital Manaus.
Em Manaus, o nível do Rio Negro chegou a 25,50 metros. Apesar de esse patamar ainda ser inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, a tendência é de elevação. O Serviço Geológico do Brasil projeta que o rio pode alcançar cerca de 28 metros até junho.
Medidas de assistência já começaram a ser liberadas. Moradores de Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre poderão solicitar saque do FGTS por motivo de calamidade, com valor que pode chegar a pouco mais de R$ 6 mil.



