segunda-feira, março 30, 2026
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Inteligência Artificial: Uma Nova Aliada no Tratamento do Glaucoma

Um novo algoritmo treinado em retinografia demonstrou capacidade em identificar glaucoma, uma condição do nervo óptico que pode levar à cegueira. Esta tecnologia foi destacada por Rodrigo Lindenmeyer, coordenador do Setor de Glaucoma do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Apesar de os avanços em inteligência artificial ainda estarem em estágios iniciais na prática médica, Lindenmeyer observa que essas ferramentas têm potencial para tornar o diagnóstico mais acessível e eficaz, especialmente em regiões com menos recursos.

Durante uma análise, o algoritmo superou a sensibilidade do software convencional utilizado nos equipamentos de retinografia. No entanto, o uso dessa tecnologia ainda é restrito à pesquisa e necessita de mais validação antes de ser implementado no atendimento regular. Lindenmeyer sugere que pode levar cerca de dez anos para que such inovações se tornem parte do sistema de saúde.

Estudos apontam que cerca de 50% dos portadores de glaucoma no mundo desconhecem sua condição, um problema frequentemente ligado à falta de acesso à assistência médica e à relutância em realizar exames, mesmo quando a pessoa se sente bem. O médico acredita que a inteligência artificial poderá revolucionar essa realidade, diagnosticando a doença precocemente e possibilitando seu tratamento em áreas desassistidas.

O glaucoma é conhecido como o “ladrão silencioso da visão”, pois muitas vezes não apresenta sintomas até que a condição esteja em estágios avançados. O diagnóstico requer exames oftalmológicos regulares, que incluem a medição da pressão ocular e a avaliação do fundo do olho e do nervo óptico. Mesmo que a pressão ocular esteja elevada, o paciente pode não perceber, reforçando a importância dos exames.

O tratamento foca em controlar a pressão intraocular, principal fator de risco para o glaucoma. Isso é feito inicialmente através de colírios, podendo avançar para tratamentos a laser ou cirurgia, caso necessário. O médico alerta que, uma vez que a visão se perde, a recuperação não é possível.

A prevalência do glaucoma aumenta com a idade, especialmente após os 40 anos, e certos grupos étnicos, como afrodescendentes e pessoas de origem asiática, apresentam maior risco.

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