domingo, março 29, 2026
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INPC registra 5,05% de alta acumulada em 12 meses para correção salarial

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou deflação de -0,21% em agosto, a primeira queda nos preços desde agosto de 2024, quando o índice ficou em -0,14%. Este resultado marca também o sexto mês consecutivo de desaceleração do INPC, que chegou a 1,48% em fevereiro e fechou em 0,21% em julho. Os números foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação pelo INPC soma 5,05%, abaixo dos 5,13% do período encerrado em julho. O INPC é frequentemente utilizado como referência para o reajuste anual de salários em diferentes categorias. Por exemplo, o salário mínimo, que é atualmente de R$ 1.518, incorpora o INPC anual de novembro para definir o valor no ano seguinte. Benefícios como seguro-desemprego e o teto do INSS também são ajustados de acordo com os dados de dezembro.

O grupo habitação foi o principal contribuinte para a redução da inflação em agosto, com uma queda de -1,04%, impactando negativamente em -0,18 ponto percentual o INPC. Essa redução foi amplamente puxada pela diminuição de 4,32% na tarifa de energia elétrica, em grande parte devido ao Bônus Itaipu, que compensou a bandeira tarifária vermelha 2. Além disso, os preços dos alimentos apresentaram uma deflação de 0,54% (-0,13 p.p.), marcando a terceira queda consecutiva neste segmento.

O INPC é elaborado para famílias com renda de até cinco salários mínimos, diferenciando-se do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o custo de vida de famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. O IBGE também informou que o IPCA teve uma variação de -0,11% em agosto.

Os dados do INPC são coletados em dez regiões metropolitanas e outras algumas cidades, incluindo Brasília e Goiânia. A pesquisa considera pesos distintos para os diferentes grupos de preços, destacando que, no INPC, alimentos representam 25% do índice, um percentual maior que os 21,86% do IPCA, refletindo os hábitos de consumo das famílias de menor renda.

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