segunda-feira, março 30, 2026
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Inca inaugurará o primeiro centro de treinamento em cirurgia robótica do SUS

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) inaugurou, nesta segunda-feira (17), o primeiro centro de formação em cirurgia robótica do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro. A iniciativa visa capacitar anualmente 14 novos profissionais, proporcionando uma dupla titulação nas áreas médica e de cirurgia robótica, além de fomentar pesquisas na área.

As cirurgias robóticas, conhecidas por serem minimamente invasivas, oferecem ao cirurgião maior precisão nos movimentos e uma ampliação do campo visual em até dez vezes. Isso resulta na redução de complicações, diminuição da dor e aceleração do tempo de recuperação dos pacientes.

Desde 2012, o Inca realiza cirurgias robóticas de maneira pioneira no SUS, tendo realizado mais de duas mil operações nas áreas de urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, além de procedimentos abdominais e torácicos. O novo Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica ampliará a capacidade de formação e pesquisa do Instituto, que é a principal referência em oncologia no Brasil.

Um dos principais procedimentos oncológicos realizados com a cirurgia robótica é a prostatectomia, que envolve a remoção parcial ou total da próstata devido a câncer. Este tipo de cirurgia foi recentemente integrado ao SUS, formando parte das inovações que o novo centro buscará disseminar pelo país.

O equipamento principal do centro, o robô Da Vinci XI, possui três consoles cirúrgicos e um simulador de realidade virtual, permitindo que os cirurgiões treinem em um ambiente seguro e realista. A instalação desse equipamento exigiu adaptações no edifício do Inca, incluindo içamentos para sua passagem.

Durante a cerimônia de inauguração, o Inca também anunciou dois projetos de pesquisa focados na detecção precoce do câncer de próstata, a neoplasia mais comum entre homens, com quase 72 mil novos casos estimados anualmente no Brasil. Ambas as iniciativas têm o apoio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

A primeira pesquisa envolve a análise genética de lesões de 980 pacientes, com o objetivo de identificar estruturas que possam proporcionar diagnósticos mais precisos. Os pacientes participantes serão acompanhados por pelo menos três anos para a busca de marcadores moleculares que possam influenciar no rastreamento, diagnóstico e tratamento da doença.

A segunda pesquisa pretende realizar o sequenciamento genético completo de aproximadamente 3 mil pacientes diagnosticados com câncer em diferentes graus de gravidade, além de casos de hiperplasia prostática benigna. O foco é detectar possíveis mutações somáticas relacionadas ao câncer, contribuindo para o avanço das estratégias de tratamento.

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