A cobertura vacinal de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) não tem sido alcançada no estado do Rio de Janeiro desde 2016. Isso representa um risco significativo, especialmente para uma geração com quase 40 anos que nunca presenciou os efeitos da poliomielite, podendo se deparar com novos casos da doença.
Neste 24 de outubro, Dia Mundial de Combate à Poliomielite, a situação se torna ainda mais crítica, já que as taxas de vacinação estão aquém do ideal. A última ocorrência de poliomielite no estado foi em 1987, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) alerta para a urgência da vacinação, especialmente com a Campanha Nacional de Multivacinação em andamento até o final do mês.
A campanha não só foca na poliomielite, mas também oferece todas as vacinas do calendário nacional, visando recuperar crianças e adolescentes com imunizações em atraso. O objetivo específico para a pólio é garantir que menores de 5 anos recebam as doses da vacina injetável, que em 2024 substituirá a vacina oral.
O total de doses recomendadas para a vacinação contra poliomielite é de quatro: aos 2, 4 e 6 meses, com um reforço aos 15 meses. A SES-RJ reforça que é fundamental estar atento à manutenção da carteira de vacinação atualizada, considerando que o vírus ainda circula em outros países.
A vacinação é a única forma efetiva de prevenção contra a poliomielite, e a população é chamada a colaborar para que os índices de imunização melhorem, evitando o retorno da doença no Brasil.



