sábado, março 28, 2026
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Imagens e dados de celular ajudam polícia a desvendar o caso “Cão Orelha”

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu as investigações sobre as agressões que resultaram na morte do cão Orelha e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no caso. O nome do menor não foi divulgado por se tratar de uma pessoa em situação de autoridade juvenil.

Para comprovar a participação do suspeito, os investigadores recorreram à análise extensiva de imagens de circuito interno e a softwares importados. Foram examinadas mais de mil horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Além disso, 24 testemunhas prestaram depoimento.

Embora não exista gravação do momento do ataque, as imagens foram suficientes para identificar as roupas usadas pelo adolescente e para demonstrar que ele deixou o condomínio durante a madrugada. Combinadas ao rastreamento por celular, as evidências permitiram traçar a movimentação do menor.

A investigação usou um software francês de geolocalização para confirmar a posição do telefone no dia 4 de janeiro. Segundo a apuração, o adolescente saiu do condomínio às 5h25, dirigiu-se à Praia Brava e retornou às 5h58, acompanhado por uma jovem. Também foi empregado um programa israelense para recuperação de dados apagados em celulares.

O depoimento do jovem, colhido na semana passada, apresentou contradições em relação à versão inicial de que ele não havia saído de casa na madrugada. A polícia já dispunha de imagens do controle de acesso da portaria, registros do moletom e do boné utilizados e relatos de testemunhas que confirmaram a saída do condomínio.

Dias após o ataque, o adolescente chegou a viajar aos Estados Unidos para visitar a Disney. Ele retornou ao Brasil em 29 de janeiro, quando a polícia o aguardava no aeroporto. Na chegada a Santa Catarina, um parente tentou ocultar o boné e alegou que o moletom havia sido adquirido nos EUA, itens que a investigação identificou como os mesmos usados no dia do crime.

Com o conjunto probatório, a Polícia Civil pediu a internação do autor. Outros três adultos ligados ao grupo de quatro adolescentes foram indiciados por coação de testemunha.

A internação é medida socioeducativa que implica privação de liberdade e é aplicada em casos de atos infracionais graves, de reincidência ou de descumprimento reiterado de outras medidas, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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