segunda-feira, março 30, 2026
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Idosos alcançam recorde de 8,3 milhões de trabalhadores empregados

Em 2024, cerca de 8,3 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estavam ativos no mercado de trabalho, estabelecendo um recorde de ocupação para essa faixa etária desde o início da coleta de dados, em 2012. Esse número representa 24,4% dos 34,1 milhões de idosos no país.

Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (3), no relatório Síntese de Indicadores Sociais. Desde 2020, a taxa de ocupação de idosos tem apresentado um crescimento consistente:

– 2020: 19,8%
– 2021: 19,9%
– 2022: 21,3%
– 2023: 23%
– 2024: 24,4%

A taxa de desocupação entre essa população alcançou 2,9% em 2024, a mais baixa desde que os dados começaram a ser registrados. Em comparação, o desemprego geral ficou em 6,6% no ano passado.

Quando analisada por faixa etária, 34,2% das pessoas entre 60 e 69 anos estavam trabalhando, com 48% dos homens e 26,2% das mulheres inseridos no mercado. Entre aqueles com 70 anos ou mais, a ocupação foi de apenas 16,7%, com 15,7% dos homens e 5,8% das mulheres ativos.

O estudo também revelou que uma parte significativa dos idosos, 51,1%, trabalhava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%). Em comparação, entre a população geral, apenas 29,5% estavam em situações similares. A forma mais comum de emprego para a população total é com carteira assinada, que representa 38,9% dos trabalhadores. Entre os idosos, essa situação é observada em apenas 17%.

Quanto à remuneração, os idosos tiveram um rendimento médio de R$ 3.561 por mês, valor superior ao recebimento médio da população com 14 anos ou mais, que foi de R$ 3.108, o que demonstra uma diferença de 14,6%. Contudo, em termos de formalização, os idosos permanecem em desvantagem, sendo a taxa nacional de trabalhadores com carteira assinada de 59,4%, enquanto apenas 44,3% dos ocupados acima de 60 anos estão formalmente registrados.

O IBGE considera como informais aqueles que não possuem carteira assinada e trabalhadores autônomos que não contribuem para a previdência social.

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