Uma megaoperação realizada na última quinta-feira, envolvendo órgãos federais e estaduais, apurou movimentação de R$ 52 bilhões atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em esquema de fraudes no setor de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam em andamento e há indicativos de que, com aprofundamento das apurações, os valores envolvidos podem ser significativamente maiores, chegando a patamares na casa das centenas de bilhões de reais.
A ação conjunta reforçou a atuação integrada entre diferentes esferas do Estado. Autoridades do Executivo destacaram que a cooperação entre órgãos foi central para o desdobramento da operação.
No Congresso Nacional, tramita a PEC da Segurança Pública, cuja adoção de mecanismos de integração entre instituições tem sido apontada como compatível com o modelo empregado na operação.
No início do ano, uma portaria que equiparava fintechs a instituições bancárias sofreu impactos decorrentes de desinformação e teve sua aplicação comprometida. A norma voltou a vigorar na semana passada.
Com a revalidação da portaria, as transações realizadas no primeiro semestre deverão ser informadas às autoridades responsáveis pela fiscalização. As investigações sobre o esquema seguem em curso.



