quinta-feira, março 26, 2026
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Haddad assegura que Brasil permanecerá nas negociações com os EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quarta-feira (21) que o Brasil permanece nas negociações comerciais com os Estados Unidos, mesmo com a possibilidade de a tarifa de 50% ser implementada a partir de 1º de agosto. O governo brasileiro está tomando medidas para mitigar os impactos do aumento de tarifas sobre as exportações nacionais.

O governo tem enviado comunicações ao governo dos EUA, incluindo duas cartas em um curto espaço de tempo, mas ainda aguarda uma resposta. Haddad destacou a importância de manter um diálogo aberto entre os países, enfatizando que não há justificativa para um distanciamento nas relações comerciais.

Um grupo de trabalho foi formado para desenvolver estratégias de apoio aos setores que possam ser mais afetados pela proposta de tarifa. Embora esses planos ainda não tenham sido apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad observou que diferentes cenários estão sendo considerados, incluindo a possibilidade de não haver resposta dos Estados Unidos até a data limite.

O ministro também mencionou que não haverá uma resposta em forma de sanção aos EUA por parte do governo brasileiro, mas alternativas, como a aplicação da lei da reciprocidade, estão sendo estudadas.

Além disso, Haddad assegurou que o plano de contingência não necessariamente implicará em novos gastos públicos, citando que outras medidas, como linhas de crédito, podem ser utilizadas para apoiar os setores impactados, sem que isso signifique um aumento nas despesas governamentais.

Haddad ressaltou que vários países enfrentam problemas semelhantes devido às novas tarifas dos EUA. No entanto, observou que o Brasil tem características próprias, incluindo a relação entre a família Bolsonaro e o ex-presidente Donald Trump, que pode estar influenciando essa situação.

O ministro argumentou que o Brasil não é o problema nas relações comerciais com os Estados Unidos e expressou preocupação com a proposta de aumento em tarifas que inicialmente se falava em 10%. Ele descreveu a situação como preocupante, questionando as motivações por trás dessa mudança drástica nas discussões tarifárias.

Quanto ao sistema de pagamento instantâneo, o Pix, Haddad se mostrou surpreso com a investigação anunciada por Trump, enfatizando que o modelo é eficaz e poderia servir de inspiração para outros países.

Por fim, o ministro garantiu que o governo não pretende revisar suas metas fiscais, reafirmando o compromisso de entregar os melhores resultados fiscais em mais de uma década ao final do mandato de Lula. Ele destacou a importância de um bom desempenho econômico, emprego e distribuição de renda, reforçando a dedicação do Ministério da Fazenda em alcançar essas metas.

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