A guavira, fruto típico do cerrado sul-mato-grossense, vem ganhando papel estratégico na conservação do bioma e na geração de renda em Mato Grosso do Sul. Na Serra da Bodoquena, iniciativas locais apostam no cultivo e na reintrodução da espécie como alternativa à expansão de lavouras e pastagens.
O trabalho é fruto de articulação entre instituições e produtores. Participam a Agraer, por meio das pesquisas do Cepaer coordenadas por Ana Ajalla, e o Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, vinculado ao produtor Eduardo Folley, com consultoria da agricultora familiar Élida Aivi.
Historicamente, grandes áreas de guavirais foram substituídas por monoculturas, o que reduziu significativamente a presença da fruta no campo. O esforço atual busca reverter essa tendência por meio da recuperação de áreas degradadas, da diversificação da produção rural e da criação de alternativas econômicas que não dependam do desmatamento.
Em Jardim, viveiros especializados transformam sementes de guavira em mudas comerciais. O processo utiliza conhecimentos técnicos, substratos naturais e compostagem orgânica, facilitando a adoção do cultivo por pequenos produtores.
Esses viveiros abastecem projetos de restauração florestal e já comercializam milhares de mudas para diferentes regiões do estado, ampliando o alcance das ações de preservação.
Além do valor econômico, a guavira é tratada como elemento de identidade regional, interligando conservação ambiental e desenvolvimento sustentável no cerrado sul-mato-grossense.



