Agentes da Polícia Federal (PF) estão em operação no Rio de Janeiro, onde executam quatro mandados de busca e apreensão relacionados à terceira fase da Operação Fake Agents, uma iniciativa que visa combater fraudes ligadas a falsos agentes esportivos.
A ação investiga crimes como falsificação de documentos, estelionato e formação de quadrilha, todos associados a saques fraudulentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de jogadores, ex-jogadores e treinadores de futebol. De acordo com informações da PF, o esquema resultou na apropriação indevida de aproximadamente R$ 7 milhões.
A liderança do grupo criminoso é atribuída a uma advogada, que utilizou suas conexões em agências da Caixa Econômica Federal para facilitar os saques do FGTS. É importante destacar que sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já foi suspensa.
Dos quatro mandados, três estão sendo cumpridos em residências de funcionários da Caixa, enquanto o quarto é direcionado a uma agência da mesma instituição.
As investigações tiveram início em maio de 2024, após um banco privado relatar à PF a suspeita de irregularidades em uma de suas agências. Um jogador de futebol peruano foi identificado como a vítima de uma fraude, onde sua conta bancária foi aberta utilizando documentos falsos, recebendo posteriormente valores referentes a uma solicitação ilícita do FGTS.



