**Ministro da Justiça oferece apoio ao esclarecimento do assassinato de ex-delegado em São Paulo**
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou que o governo federal está à disposição das autoridades de São Paulo para auxiliar nas investigações sobre o assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil, ocorrido no último dia 15 em Praia Grande, SP.
Na manhã seguinte ao crime, Lewandowski conversou com o governador Tarcísio de Freitas, manifestando a intenção de colaborar no esclarecimento do caso. Durante uma audiência pública em Brasília, o ministro reiterou a preocupação com a criminalidade, enfatizando a gravidade do assassinato como reflexo do aumento da violência no país.
Lewandowski também mencionou que a situação é exacerbada pela disseminação de armas, especialmente aquelas de uso restrito. Ele destacou que o controle desses armamentos é uma prioridade do governo federal, buscando mitigar a violência relacionada ao crime organizado.
O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes teve uma carreira de mais de 40 anos na Polícia Civil paulista, incluindo a chefia da corporação entre 2019 e 2022. Recentemente aposentado, ele ocupava o cargo de secretário de Administração em Praia Grande, onde foi assassinado. Fontes teve papel ativo no combate ao crime, incluindo operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O ataque contra Fontes ocorreu por volta das 18h, quando ele foi emboscado. Registros de câmeras de segurança mostraram seu veículo tentando escapar, mas acabou capotando. Criminosos armados com fuzis se aproximaram e dispararam contra o carro do ex-delegado antes de fugir.
As autoridades da Secretaria de Segurança Pública informaram que as investigações estão em andamento, com equipes no local utilizando inteligência para identificar os responsáveis. Após o incidente, o policiamento na Baixada Santista foi intensificado.
O assassinato de Fontes gerou repercussão no Congresso, onde parlamentares demonstraram indignação. A deputada Adriana Accorsi expressou a indignação da categoria policial, enquanto o relator da Comissão Especial da PEC da Segurança, deputado Mendonça Filho, classificou o incidente como um “episódio deplorável” que demanda uma resposta firme das autoridades.
A investigação permanece sob responsabilidade das polícias estaduais, com a colaboração pré-anunciada da Polícia Federal para oferecer suporte pericial e de inteligência.



