O Carnaval de Campo Grande em 2026 terá atuação integrada entre Governo do Estado, prefeitura, forças de segurança e instituições de defesa de direitos, com foco em garantir uma festa popular, inclusiva e segura. As medidas foram detalhadas em entrevista coletiva no Museu da Imagem e do Som (MIS), na quarta-feira (28).
A segurança contará com cerca de 180 policiais militares por dia dedicados aos eventos, com apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado. A estratégia prevê controle do perímetro externo, fechamento de acessos, revistas preventivas e proibição de objetos cortantes, medidas já adotadas em anos anteriores e associadas à redução de ocorrências.
No campo social, a Defensoria Pública planeja campanha de conscientização sobre direitos e divulgação dos canais para registro de denúncias, incluindo distribuição de material impresso com informações de contato do plantão. Coletivos de blocos independentes e entidades organizadoras também organizaram ações de prevenção ao assédio e proteção de grupos vulneráveis, com foco especial em mulheres.
Ao longo de janeiro foram realizadas reuniões entre representantes do Estado, do município, escolas de samba e blocos, para alinhar o planejamento operacional e cultural da folia.
Organizadores afirmam que a articulação entre poder público, setores culturais e instituições de segurança marca uma mudança de abordagem: o Carnaval passa a ser tratado não só como evento cultural e turístico, mas também como espaço de cidadania, inclusão e proteção social. Com investimentos públicos e ampliação das políticas de segurança, a expectativa é consolidar a festa como exemplo de celebração que alia diversidade, alegria e cuidado com as pessoas.



