sábado, março 28, 2026
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Governo cria fórum para aprimorar políticas de saúde voltadas para mulheres

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciaram o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde nesta terça-feira (28), em Brasília. Este fórum pretende ser um espaço permanente para discussão e elaboração de políticas públicas focadas nas mulheres, promovendo a saúde integral e a participação social dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

A criação deste fórum é uma iniciativa que visa reafirmar o compromisso do governo federal com a igualdade de gênero e a valorização da presença feminina dentro do SUS. Durante o evento, Padilha ressaltou que as mulheres são as principais usuárias do SUS, tanto para cuidados pessoais quanto para acompanhar familiares. Ele destacou que 75% dos profissionais de saúde no SUS são mulheres e que, em geral, elas representam 65% do setor de saúde.

O fórum busca garantir que as políticas públicas sejam formuladas de acordo com as necessidades reais das mulheres brasileiras. Lopes salientou que a presença de representantes de diversas áreas pode ser fundamental para o desenvolvimento de políticas eficazes.

Além dos ministros, Lu Alckmin, esposa do vice-presidente, e a ativista Luiza Brunet participaram do evento, enfatizando a importância da escuta e do diálogo para amplificar as vozes femininas. Brunet também abordou a necessidade de educar os homens sobre a saúde e o bem-estar das mulheres, mencionando a relação entre o cuidado feminino e a redução da violência.

A assistente social Elisandra Martins, da Batalha das Gurias, fez um apelo por atenção à saúde mental e pela consideração dos movimentos sociais já existentes. A representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Aline Sousa, também enfatizou a força feminina no setor de reciclagem e a importância de conscientização sobre seu impacto na saúde pública.

O Fórum de Mulheres na Saúde, coordenado pelos Ministérios da Saúde e das Mulheres, terá um caráter consultivo e propositivo. Entre os temas a serem discutidos estão saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto, menopausa, violência de gênero e saúde mental. A primeira reunião está marcada para janeiro de 2026.

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou várias ações do governo para promover os direitos das mulheres, incluindo o Programa Dignidade Menstrual, que já beneficia 3,7 milhões de pessoas com a distribuição de absorventes, e a Rede Alyne, com investimento de R$ 1,2 bilhão em atenção materna e infantil.

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