quinta-feira, março 26, 2026
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Governo anuncia plano de R$ 516,2 bilhões para impulsionar o agronegócio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (1º), o Plano Safra 2025/2026, que destina R$ 516,2 bilhões para o financiamento da agricultura e pecuária no Brasil. O montante prevê R$ 447 bilhões para grandes produtores e cooperativas, e R$ 69,1 bilhões para aqueles que se encaixam no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Esse valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em comparação ao plano anterior e abrange operações de custeio, comercialização e investimento. As condições de financiamento variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado.

Além disso, o crédito de custeio poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de árvores nativas e exóticas, assim como a iniciativas de reflorestamento, promovendo a preservação ambiental. Também será possível financiar culturas de cobertura, que ajudam na conservação do solo entre as safras.

O presidente ressaltou a ligação entre a produtividade agrícola e a proteção ambiental, enfatizando a importância dessa consciência para o setor e para a sociedade, visando colocar o Brasil como referência em produção de alimentos.

Do total do Plano Safra, R$ 414,7 bilhões serão utilizados para custeio e comercialização, enquanto R$ 101,5 bilhões serão direcionados a investimentos. As taxas de juros para produtores do Pronamp são de 10% ao ano, enquanto para outros produtores chegam a 14% ao ano. Para investimentos, as taxas variam de 8,5% a 13,5%, dependendo do programa.

Os agricultores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições de financiamento mais favoráveis, com juros reduzidos. O governo também decidiu prorrogar o desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros das operações de crédito rural para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026, ampliando o acesso a condições vantajosas.

A partir deste ano, o crédito rural de custeio passará a exigir as diretrizes do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que identifica períodos e locais com menor risco de perdas devido a eventos climáticos adversos. Essa exigência, antes aplicada apenas a operações menores, agora também se estende a financiamentos de valor superior e a contratos que não estejam vinculados ao seguro rural do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

O subprograma RenovAgro Ambiental, que se concentra em práticas agropecuárias sustentáveis, agora incluirá ações contra incêndios e recuperação de áreas protegidas. Recursos também poderão ser usados para adquirir caminhões-pipa e mudas para recuperação de áreas de preservação.

Entre as novidades do Plano Safra está o aumento do limite de renda para o Pronamp, que passa de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, ampliando o acesso a mais produtores. A medida também facilita o financiamento de insumos, permitindo a compra de rações e medicamentos até 180 dias antes da formalização do crédito.

Os programas de modernização e inovação tecnológica no campo foram unificados, aumentando o limite de investimento em granjas. O programa de armazenagem teve seu limite de capacidade por projeto elevado de 6 mil para 12 mil toneladas, visando fortalecer a infraestrutura rural.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra inclui medidas para facilitar a renegociação de dívidas, permitindo que os produtores que enfrentaram dificuldades em anos anteriores tenham mais flexibilidade para reestruturar suas obrigações financeiras. Em um anúncio recente, o presidente Lula também divulgou o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões em recursos e condições favorecidas para pequenos produtores.

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