O cessar-fogo na Faixa de Gaza completou um mês nesta segunda-feira (10), com o registro de 271 palestinos mortos, conforme informações do Hamas. Durante esse período, 622 pessoas ficaram feridas devido a bombardeios, entre as quais 221 eram crianças.
O grupo islâmico relatou que 40% da ajuda humanitária prevista no acordo chegou a Gaza, quando o estipulado era o envio de 600 caminhões diários, incluindo 50 caminhões-tanque de combustíveis. Até o momento, menos de 200 caminhões foram entregues diariamente, sendo que uma parte das remessas comerciais foi erroneamente registrada como ajuda humanitária.
Além disso, o Hamas afirma que Israel deteve 35 residentes de Gaza e demoliu casas na região, causando extensa destruição de propriedades civis.
Por outro lado, Israel tem acusado o Hamas de infringir o cessar-fogo, alegando que elementos terroristas cruzaram a linha amarela e realizaram ataques, o que representaria uma ameaça aos soldados israelenses. O Hamas, no entanto, refuta essas alegações.
A ajuda humanitária fornecida pela Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continua sendo bloqueada por Israel, apesar de uma decisão da Corte Internacional de Justiça que determina a obrigatoriedade de permitir a entrada de suprimentos humanitários em Gaza. Enquanto isso, dados da ONU indicam que 3,2 mil caminhões de ajuda foram entregues, nenhum deles da UNRWA.
Desde o início do cessar-fogo, a distribuição de alimentos como refeições quentes e cestas básicas tem aumentado gradualmente, segundo o Escritório da ONU para Ajuda Humanitária (Ocha). Contudo, ainda existem restrições severas para a atividade pesqueira e a entrada de insumos agrícolas.
No contexto do governo israelense, há a demanda pela devolução dos restos mortais de quatro reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023. O ministro da Defesa, Israel Kartz, declarou que o objetivo é exterminar todos os túneis do Hamas em Gaza.
O Hamas, por sua vez, argumenta que a destruição em Gaza e a falta de equipamentos dificultam a localização dos restos dos reféns. Até agora, foram encontrados 24 corpos dos 28 mencionados, e o Hamas está em contato com mediadores e a Cruz Vermelha para localizar os demais.



