**Aeroporto Galeão: Projeção de Crescimento e Novas Medidas**
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão, deverá expandir sua capacidade de atendimento, passando de 18 milhões de passageiros para 30 milhões nos próximos três anos, segundo informações do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
A previsão foi divulgada durante a assinatura do termo de repactuação do contrato de concessão do aeroporto, que visa assegurar o equilíbrio econômico da operação atualmente sob responsabilidade da iniciativa privada. O Galeão passou de cerca de 5 milhões de passageiros em 2023 para a marca atual, com projeções de um crescimento contínuo.
A administração do aeroporto fica a cargo da concessionária RIOgaleão, que é formada pela Changi Airports International, de Cingapura, e pela Vinci Compass, do Brasil, detentoras de 51% da operação. Os restantes 49% pertencem à Infraero, uma estatal vinculada ao Ministério.
A concessão teve início em 2014, com um lance de R$ 19 bilhões, que superou quase quatro vezes o valor estipulado inicialmente. Na época, estimava-se que o terminal pudesse atender até 37,7 milhões de passageiros em 2024. No entanto, a pandemia de covid-19 impactou significativamente a movimentação, levando o grupo controlador a considerar a devolução da concessão em 2022.
As negociações entre o grupo e o governo culminaram na repactuação do contrato, aprovada em junho pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As mudanças incluem uma nova forma de pagamento pela concessão, que passará a ser 20% do faturamento bruto, em vez de um valor fixo anteriormente estabelecido em aproximadamente R$ 1 bilhão.
O prazo original de exploração de 25 anos, previsto até 2039, permanece, embora o ministro tenha indicado a possibilidade de uma extensão. Outros ajustes ocorreram nos critérios de construção, considerando a demanda atual.
A repactuação é vista como um passo para fortalecer a segurança jurídica para investidores e incentivar o desenvolvimento econômico. No aspecto operacional, uma venda assistida do Galeão está prevista para março de 2026, com um lance mínimo de R$ 932 milhões, e a Infraero deverá vender sua totalidade de participação para o grupo vencedor.
A diminuição de restrições no aeroporto Santos Dumont, também no Rio, ocorre em paralelo às mudanças no Galeão. O teto de 6,5 milhões de passageiros anuais no Santos Dumont pode ser revisado, permitindo a movimentação nas duas operações simultaneamente, sem concorrência prejudicial.
Segundo o ministro, o objetivo é fomentar a economia, possibilitando o crescimento do número de passageiros simultaneamente nos dois aeroportos. O futuro da Infraero, com foco em aeroportos regionais, também está em discussão, à medida que o governo avalia seu papel no setor.
A visita do ministro ao Santos Dumont, onde se encontram investimentos de R$ 450 milhões em melhorias, evidencia a preocupação em garantir operações eficientes em todos os terminais do estado.



