sábado, março 28, 2026
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G7 reage à alta do petróleo em meio à guerra no Irã

Os ministros das Finanças do G7 se reuniram na segunda-feira (9) para tratar da alta do preço do petróleo, que tem pressionado os mercados globais. Por enquanto, o grupo decidiu não liberar as reservas estratégicas de emergência.

O barril de petróleo chegou a quase US$ 120, o maior patamar desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. A alta chegou a cerca de 30% desde o começo do conflito entre o Irã e outras potências e o fechamento do Estreito de Ormuz.

Os países do G7 — França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Canadá e Reino Unido — discutiram a liberação de estoques estimados em 1,2 bilhão de barris, além de aproximadamente 600 milhões de barris mantidos por obrigações governamentais. A decisão final sobre o uso dessas reservas continua em aberto, com a opção de acioná-las mantida como uma ferramenta de estabilização, se necessário.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã tem impacto relevante: por ali transitam cerca de 25% do petróleo mundial. A interrupção nas rotas marítimas e as ações militares na região provocaram queda nas bolsas internacionais e reduziram a oferta de alguns produtores do Golfo, como Bahrein e Catar.

Relatórios da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que, em 2025, cerca de 80% do petróleo que passou pelo Estreito de Ormuz teve como destino a Ásia. A agência alerta que uma interrupção prolongada no transporte marítimo teria consequências para os mercados em escala global.

Na resposta internacional, a França anunciou o envio de uma dúzia de navios de guerra e de um porta-aviões ao Mar Vermelho, numa operação apresentada como destinada a garantir a livre navegação e a segurança marítima nas proximidades do Estreito de Ormuz. A mídia alemã Deutschlandfunk informa que o governo de Berlim estuda medidas para regular com mais rigor as empresas petrolíferas, incluindo limites aos reajustes de preços.

Para o Brasil, a alta internacional do petróleo traz riscos econômicos. O país continua importador de derivados como gasolina e diesel e avançou na privatização de refinarias, incluindo a unidade da Bahia (Rlam), o que reduz mecanismos internos de controle sobre preços. Esses fatores aumentam a exposição da economia brasileira a choques no mercado global de energia.

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