O furacão Melissa tocou o solo da Jamaica às 14h, no horário de Brasília, classificando-se como categoria 5, a máxima da escala. Com ventos de até 295 km/h, o fenômeno já é considerado uma das tempestades mais devastadoras da história do país. Antes de sua chegada, atribui-se ao furacão a causa de três mortes na ilha.
O impacto ocorreu próximo à cidade de New Hope, situada a cerca de 62 km de Montego Bay. Essa marca faz de Melissa o furacão mais potente já registrado na Jamaica, que possui uma população de aproximadamente 2,8 milhões de habitantes. Na capital, Kingston, imagens refletem a fúria das águas durante o evento.
A JPS, concessionária de energia elétrica da Jamaica, informou que mais de um terço dos estabelecimentos comerciais e residências ficaram sem eletricidade devido aos danos causados pela tempestade. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos emitiu alertas constantes ao longo do dia, aconselhando a população a permanecer abrigada. De acordo com os especialistas, uma falha estrutural completa poderia ocorrer durante a passagem do furacão. No entanto, algumas pessoas em Kingston ignoraram os alertas e foram vistas jogando bola nas ruas.
A intensidade do furacão diminuiu três horas após seu impacto, sendo reclassificado para categoria 4, ainda apresentando ventos catastróficos e elevado risco de enchentes repentinas e marés de tempestade.
Após a Jamaica, a rota do furacão também levará a Cuba, onde o presidente Miguel Díaz-Canel pediu à população que aproveitasse o tempo restante para se deslocar para áreas mais seguras. O governo cubano mobilizou equipes para a região leste do país, que deve ser mais impactada pelo fenômeno.



