A intensificação de ataques do Hezbollah no sul do Líbano e a escalada de ações de milícias xiitas no Iraque ampliaram as frentes do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
O Hezbollah afirma realizar dezenas de operações diárias contra alvos israelenses na fronteira sul do Líbano. O grupo declarou ter promovido 103 ações contra Israel nas últimas 24 horas e relatou a destruição de quase 100 tanques Merkava desde o início da campanha.
No Iraque, um ataque a um quartel-general e a uma clínica ocupados por milícias xiitas pró-Irã em Habbaniyah resultou na morte de 15 combatentes das Forças de Mobilização Popular (FMP). Em resposta, o governo iraquiano autorizou as FMP a exercerem o direito à autodefesa, atribuiu responsabilidade pelos ataques a forças estrangeiras e convocou o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Bagdá, entregando uma carta de protesto.
Fracções armadas pró-Irã no Iraque, agrupadas sob o nome Resistência Islâmica no Iraque, reivindicaram ataques com drones e mísseis contra bases no país e ações contra a embaixada dos EUA. A tensão levou a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá a emitir alertas de segurança, recomendando que pessoas evitem deslocamentos à embaixada em Bagdá e ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e foguetes.
Do lado israelense, autoridades afirmam interceptar cerca de 90% dos mísseis lançados pelo Irã e pelo Hezbollah. Ainda segundo essas autoridades, os projéteis que conseguem penetrar as defesas têm atingido alvos estratégicos dentro de Israel.
O conflito segue ativo em múltiplas frentes, com ataques e contra-ataques envolvendo lançamentos de mísseis, drones e ações terrestres que mantêm elevada a tensão regional.



