sábado, março 28, 2026
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Franklin se manifesta contra o cancelamento do Projeto Viva Cultura e expõe negligência na área cultural em Dourados

Na sessão da Câmara Municipal de Dourados realizada nesta segunda-feira (30), o vereador Franklin Schmalz (PT) denunciou o cancelamento abrupto do Projeto Viva Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura. Originalmente conhecido como Renasce, o projeto foi anunciado em edital no dia 21 de maio e visava oferecer oficinas de dança e artes visuais a estudantes da rede pública municipal, priorizando aqueles com maior necessidade de acesso à cultura.

O edital previa que as aulas durariam 12 meses, com carga horária semanal de 2 horas, e um custo de R$130,00 por aluno. Com um orçamento estimado em quase R$600 mil, a iniciativa poderia atender até 50 crianças por meio de academias ou coletivos culturais credenciados, sendo que diversas instituições já haviam sido selecionadas após um edital preliminar em 23 de junho.

No entanto, no dia 30 de junho, as instituições e profissionais da cultura foram informados por e-mail sobre o cancelamento do projeto, sem explicações adequadas, conforme relatou o vereador. Franklin descreveu essa decisão como “inadmissível” e pediu esclarecimentos formais da administração municipal. Ele destacou que, após todo o processo legal e a preparação de profissionais e escolas, a prefeitura abandonou o projeto, o que vai além de uma falha administrativa, impactando negativamente a valorização cultural e a inclusão social.

O vereador enfatizou a importância do projeto na vida de crianças, que poderiam encontrar no acesso à arte uma chance de crescimento pessoal e pertencimento, além de prejudicar os profissionais que contavam com a implementação do projeto.

Franklin também questionou a administração municipal sobre os motivos do cancelamento, o destino dos recursos destinados ao projeto, a existência de um plano alternativo e um compromisso com políticas públicas culturais voltadas para a infância e a juventude na cidade.

A postura que se destacou na fala do vereador foi a defesa de um tratamento sério e respeitoso à cultura, apontando que esta não deve ser vista como algo descartável. Ele manifestou a intenção de continuar fiscalizando e cobrando ações que assegurem o direito à cultura como parte fundamental da formação cidadã em Dourados.

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