Na última segunda-feira (29), o vereador Franklin Schmalz, do PT, apresentou na Câmara Municipal de Dourados uma denúncia sobre as dificuldades enfrentadas por estudantes indígenas da Aldeia Bororó em relação ao transporte escolar. Os acadêmicos, que em sua maioria frequentam a UFGD e a UEMS, não têm acesso ao transporte que chega até a aldeia, obrigando-os a caminhar até 5 quilômetros para retornar para casa, especialmente complicado para aqueles que estudam à noite ou em dias chuvosos e frios.
Essa situação foi relatada ao vereador por aproximadamente 30 alunos durante uma reunião que ocorreu no sábado (28) no Núcleo de Apoio ao Migrante (NAM), que contou com a presença de líderes da aldeia e do movimento estudantil. O vereador destacou que entre 30 a 40 estudantes são deixados em uma rotatória antes de chegar à aldeia, enfrentando perigos como assaltos e o receio das mulheres caminharem sozinhas à noite, o que configura uma violação do direito à educação.
Schmalz informou que já solicitou uma reunião com o diretor-presidente da Agetran, Juscelino Cabral, para discutir a questão e pediu ações da Prefeitura de Dourados e da Viação Dourados. O objetivo é expandir a linha de transporte para incluir a Aldeia Bororó, similar ao que já acontece em outras rotas. O vereador ressaltou a importância de garantir segurança e condições adequadas para que esses jovens possam continuar os estudos e melhorar a situação de suas famílias e comunidades.



