sexta-feira, março 27, 2026
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Franklin exige mutirão de coleta de lixo na Reserva Indígena para combater a chikungunya

Um surto de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados (RID) já acumula mais de 600 casos e cinco mortes confirmadas, incluindo a de um bebê registrada nesta semana.

Ações de controle de vetores na reserva têm ocorrido de forma pontual e sem continuidade, enquanto agentes municipais estão concentrados em outras áreas da cidade, segundo relatos de profissionais. O sindicato Sindracse aponta um déficit de pelo menos 40 agentes de combate a endemias no município.

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde realizou um mutirão na RID que vistoriou 2.255 moradias em três dias. Foram identificados 589 focos de larvas do Aedes aegypti, sendo cerca de 90% localizados em caixas d’água, lixo, pneus e recipientes com água parada.

Durante a operação foram aplicados tratamentos químicos em 1.156 imóveis e realizadas borrifações em áreas específicas.

A responsabilidade pela coleta de lixo nas aldeias é do município, mas a remoção irregular de resíduos tem sido apontada como fator que contribui para a proliferação do mosquito transmissor.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) confirmaram a contratação emergencial de 20 agentes de combate a endemias para atuação nos territórios indígenas, por meio do programa AgSUS.

Foi publicado anteriormente um decreto de emergência relacionado à situação. Também foi encaminhado ao Ministério da Casa Civil um pedido de apoio do Exército Brasileiro para ações de limpeza e logística nas aldeias.

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