sexta-feira, março 27, 2026
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Força-tarefa reforça combate à chikungunya em bairros críticos com mutirão e armadilhas

Ação coordenada pela Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde, mira os bairros Jóquei Clube e Santa Felicidade, onde estão os maiores índices de infestação da doença; cidade soma 780 casos confirmados, a maioria na Reserva Indígena

Dourados montou uma força-tarefa para combater o Aedes aegypti nas áreas urbanas com maior registro de chikungunya. As ações concentram-se no bairro Jóquei Clube e também alcançam Santa Felicidade, em operação conjunta entre prefeitura, governo estadual e federal.

Na sexta-feira (27) foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), dispositivo voltado ao controle do vetor da chikungunya, dengue e zika. As EDLs são recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida; a ideia é que o produto contamine outros criadouros quando o inseto se desloca, reduzindo larvas e pupas. Estudos da Fiocruz apontam que a técnica pode diminuir em mais de 66% a população adulta do mosquito.

Inicialmente foram distribuídas 300 armadilhas em Dourados, com previsão de chegar a 1.000 unidades até a próxima semana. Os equipamentos permanecem instalados nos imóveis e recebem manutenção a cada 30 dias, com troca do material.

Paralelamente, o mutirão de limpeza retira entulhos e materiais que acumulam água. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos mobilizou caminhões e maquinário pesado para a operação, que incluiu a remoção de um lixão irregular nos fundos do bairro Santa Felicidade.

Após decreto de emergência assinado pela prefeitura, a administração municipal prepara contratação temporária de agentes de endemias e profissionais de saúde — entre eles médicos e equipes de enfermagem — para reforçar o atendimento nas áreas urbanas e na Reserva Indígena de Dourados. As ações na reserva já estão na terceira semana consecutiva.

Boletim epidemiológico mais recente registra 1.638 casos prováveis e 780 confirmações de chikungunya no município, com taxa de positividade de 78,15%. Há 37 pessoas internadas, a maioria no Hospital Universitário.

As localidades com maior número de registros são a aldeia Bororó, com 147 casos, e o bairro Jóquei Clube, com 129. Também aparecem entre as áreas mais afetadas os bairros Seleta, Parque do Lago II e Jardim Piratininga. O município confirmou cinco mortes pela doença, envolvendo vítimas com idades entre um mês e 73 anos, todas na Reserva Indígena.

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