**Financiamento Climático em Debate na 30ª Conferência da ONU em Belém**
A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em novembro em Belém do Pará, abordará temas cruciais, entre eles o financiamento climático. Este tópico se refere à origem e à aplicação dos recursos que visam mitigar os efeitos do aquecimento global e evitar a intensificação da crise climática.
O financiamento climático abrange aportes financeiros, sejam eles públicos ou privados, concessionais ou comerciais, direcionados a atividades que buscam reduzir emissões de gases de efeito estufa. Isso inclui projetos de energia renovável e iniciativas de restauração florestal, além de ações que promovam a adaptação às mudanças climáticas.
Conforme informado pela ONU, esse tipo de financiamento pode ser proveniente de governos, organizações multilaterais, empresas e indivíduos, e é destinado tanto a ações de mitigação quanto de adaptação. No setor público, destacam-se fundos como o Fundo Verde para o Clima e o Fundo Global para o Meio Ambiente, enquanto recursos privados incluem doações, empréstimos e créditos climáticos.
Um dos principais desafios mencionados é a inclusão de países com economias vulneráveis, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades fiscais. Essas nações, muitas delas na África, lidam com impactos climáticos significativos que afetam sua produtividade e PIB. A conferência também deverá abordar a responsabilidade dos países desenvolvidos, que historicamente emitem mais gases de efeito estufa e possuem maior capacidade econômica, em contribuir com os recursos necessários.
O financiamento climático é uma questão recorrente nas conferências da ONU. Em Belém, busca-se avançar em negociações que ficaram estagnadas na COP 29, realizada em 2024 em Baku. Uma nova meta, considerada fundamental, é o financiamento de US$ 1,3 trilhão por ano, quantia defendida por organizações e especialistas. Na conferência anterior, a meta estabelecida foi de 300 bilhões.
Uma proposta, batizada de Roteiro de Baku a Belém, será apresentada durante o evento. Este documento foi elaborado colaborativamente por governos, instituições financeiras e representantes da sociedade civil. O objetivo é alinhar diferentes pautas de financiamento internacional e assegurar que os países em desenvolvimento tenham acesso ao montante de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.



