sexta-feira, março 27, 2026
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Famílias vão acionar a Justiça após mortes suspeitas no Hospital Anchieta

Três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Brasília, podem ter sido mortos após a aplicação de uma substância letal, segundo investigações da Polícia Civil do Distrito Federal.

Entre as vítimas está Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, servidor dos Correios, que morreu em 1º de dezembro de 2025. A família havia sido informada inicialmente de que a causa seria pancreatite aguda, mas as apurações apontam para a hipótese de homicídio, gerando novo período de luto para os parentes.

Outras duas vítimas são a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, e o servidor da Caesb João Clemente Pereira, 63 anos.

Três técnicos de enfermagem que trabalhavam na UTI foram detidos e são suspeitos de envolvimento nas mortes. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.

As defesas das famílias informaram que devem mover ações judiciais distintas contra o hospital. Questionamentos jurídicos sobre responsabilidade civil foram levantados, diante da possibilidade de que a instituição responda objetivamente por falhas na vigilância e na segurança das unidades de internação.

Em nota pública, o Hospital Anchieta afirmou que presta apoio às famílias das vítimas, considerou o episódio um ato criminoso praticado por pessoas que agiram fora da ética profissional e anunciou cooperação com as investigações.

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) classificou o caso como isolado e recomendou a revisão de protocolos de segurança nas UTIs. Entre os pontos apontados para debate estão a adequação do número de profissionais por turno, a vigilância da equipe e a discussão sobre o uso de câmeras nos leitos, buscando conciliar segurança dos pacientes e preservação da privacidade.

Atualmente não existe norma federal que obrigue a instalação de câmeras em UTIs. No âmbito municipal, a cidade do Rio de Janeiro exige equipamento de monitoramento em unidades públicas e privadas desde 2014. Em Goiás, tramita desde setembro do ano passado um projeto de lei sobre o tema.

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