Família solicita investigação sobre vazamento de autópsia
A família da publicitária Juliana Marins está requerendo que a Polícia Federal (PF) apure o vazamento para a imprensa do laudo da autópsia realizado em seu corpo. A responsabilidade pela confidencialidade do documento é da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que afirmou em nota que o laudo deveria manter seu caráter sigiloso.
Em um comunicado à TV Brasil, os familiares expressaram surpresa com as reportagens publicadas, uma vez que ainda não haviam tido acesso ao laudo do exame realizado no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, no dia 2 de julho. A autópsia contou com a presença de dois peritos legistas da Polícia Civil, um perito da PF e um assistente técnico designado pela família.
A expectativa da família era de que o laudo fosse divulgado durante uma coletiva de imprensa marcada para a próxima sexta-feira (11), que contaria com a presença da Defensoria Pública da União (DPU) e um perito particular contratado para a análise.
A nova autópsia é uma resposta das familiares às conclusões do laudo indonésio, que indicou que Juliana teria sofrido um trauma contundente e morrido devido a hemorragias internas.
Juliana faleceu após um acidente durante uma trilha no Vulcão Rinjani, na Indonésia. O incidente ocorreu no dia 21 de junho e, dois dias depois, ela foi localizada por um drone térmico, o que indicou que ainda estava viva há algumas horas. No entanto, as equipes de resgate conseguiram acessá-la apenas na terça-feira (24), quando já não havia sinais de vida. O corpo foi resgatado no dia 25 de junho.
O retorno do corpo ao Brasil ocorreu na terça-feira (1º), quando chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em um voo comercial, antes de ser transportado para a Base Aérea do Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira.



