O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, informou nesta terça-feira (10) que o combate à violência contra a mulher será prioridade do conselho em 2026.
O anúncio foi feito na primeira sessão do CNJ após o recesso. O plano de trabalho do órgão prevê ações voltadas ao enfrentamento do feminicídio e da violência contra meninas e mulheres.
A declaração ocorre em meio a denúncias contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi. O magistrado é alvo de duas representações de mulheres que o acusam de importunação sexual.
A primeira denúncia, recebida pelo conselho na semana passada, partiu de uma jovem de 18 anos que relatou tentativa de agarramento durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido no mês anterior, durante férias em Balneário Camboriú (SC), quando a mulher estava com os pais e o ministro.
Na segunda-feira (9), o CNJ recebeu uma nova denúncia e abriu outra apuração sobre o caso.
Também nesta terça-feira, o STJ decidiu afastar Marco Buzzi das funções jurisdicionais enquanto as investigações são realizadas. Paralelamente, ele responde a uma sindicância interna cujo prazo de conclusão está marcado para 10 de março.
A defesa do ministro divulgou nota sobre o afastamento.



