No Dia da Consciência Negra, uma intervenção de arte digital envolvendo quatro artistas negros de diferentes regiões do Brasil convida à reflexão sobre temas de libertação, cura e reexistência dos povos negros. As obras de Guilherme Bretas, Ilka Cyana, Poliana Feulo e Walter Mauro estão sendo exibidas em telões de LED no Viaduto de Madureira, transformando o local em uma galeria a céu aberto.
A mostra, iniciada em 19 de novembro, faz parte da Festa Literária das Periferias (Flup) e integra o projeto Códigos Negros, uma iniciativa da organização Olabi, voltada à promoção de tecnologia e inovação como ferramentas sociais.
A programação apresenta obras audiovisuais inéditas, desenvolvidas com o auxílio de inteligência artificial, por artistas que atuam em diversas áreas da arte. Cada artista traz uma assinatura única, explorando temas como acervo, memória e técnicas inovadoras.
A inspiração para essa intervenção veio do livro “Os Condenados da Terra”, de Frantz Fanon, celebrado no centenário de seu nascimento, que também é homenageado em outra mostra da Flup. A obra de Fanon instiga reflexões sobre colonização e seus impactos na subjetividade e nas relações sociais e culturais, especialmente em relação ao corpo negro.
A intervenção acontece em duas fases: a primeira vai até 23 de novembro e a segunda de 27 a 30 de novembro. A entrada é gratuita.



