A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro (VEP) determinou nesta sexta-feira (6) que o ex-goleiro Bruno Fernandes compareça ao Conselho Penitenciário para regularizar o livramento condicional. O prazo é de cinco dias a partir da intimação, sob risco de expedição de mandado de prisão em caso de descumprimento.
Bruno foi condenado a 23 anos e 1 mês de reclusão pelos crimes relacionados ao desaparecimento e morte de Eliza Samudio, incluindo homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Eliza, mãe do filho do ex-atleta, desapareceu em junho de 2010 e seu corpo nunca foi localizado.
Segundo cálculos da VEP, o término da pena está previsto para 8 de janeiro de 2031.
A execução da pena passou por transferências entre estados quando o réu buscou retomar a carreira como goleiro em 2021, motivado por ofertas de trabalho. Após essas movimentações, o processo foi remetido à VEP do Rio de Janeiro, mantendo-se o cumprimento em regime semiaberto.
Em janeiro de 2023, a Vara autorizou a progressão para o livramento condicional. No entanto, a corte constatou que todas as intimações enviadas a Bruno para que comparecesse à cerimônia de formalização do benefício retornaram sem êxito, motivo pelo qual a regularização não foi oficializada.
Na nova decisão que concede o prazo adicional para a regularização, o juiz também estabeleceu a interrupção do cumprimento da pena no período entre a concessão do livramento condicional e sua eventual oficialização.



