Os Estados Unidos anunciaram a remoção de tarifas sobre certas importações agrícolas e outros produtos da Argentina, Equador, Guatemala e El Salvador. Essa decisão faz parte de acordos-quadro que visam facilitar o acesso das empresas americanas a esses mercados.
A expectativa é que essas mudanças contribuam para a redução dos preços de itens como café e bananas. Os acordos, que devem ser finalizados nas próximas semanas, podem incluir novas disposições adicionais até o final do ano.
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, mencionou que os próximos dias trarão anúncios significativos que devem levar à diminuição dos preços de frutas e café, no contexto de um esforço governamental para aliviar o custo de vida da população americana.
A administração de Donald Trump tem focado intensamente na questão econômica, especialmente após resultados eleitorais desfavoráveis para os republicanos em diversos estados. O presidente atribui a alta dos preços a políticas implementadas pelo ex-presidente Joe Biden, desconsiderando o impacto das tarifas de importação que ele mesmo instituiu.
As recentes vitórias democratas em estados como Nova Jersey, Nova York e Virgínia refletem a preocupação dos eleitores com a inflação, que, segundo especialistas, foi exacerbada por essas tarifas.
O governo dos EUA também está realizando diálogos construtivos com outros países da América Central e do Sul, com a possibilidade de firmar novos acordos comerciais até o final do ano. As negociações com a Suíça e Taiwan também mostraram resultados positivos.
Os novos acordos manterão tarifas de 10% sobre a maioria dos produtos da Guatemala, El Salvador e Argentina, onde os EUA apresentam superávits comerciais modestos, enquanto uma tarifa de 15% seguirá para importações do Equador, país com déficit comercial.
Além da eliminação de tarifas sobre produtos como banana e café do Equador, os acordos propostos incluem compromissos para evitar a cobrança de impostos sobre serviços digitais de empresas americanas e a remoção de tarifas em produtos agrícolas e industriais.
Essas medidas buscam abrir os mercados estrangeiros de maneiras que anteriormente não eram viáveis, com a intenção de estimular o comércio e os investimentos. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, expressou que o acordo pode criar condições favoráveis para investimentos americanos no país.
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