segunda-feira, março 30, 2026
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Estudo revela que Brasil registrou 407 desastres climáticos de 1991 a 2024

A situação climática no Brasil apresenta um cenário alarmante, com um aumento significativo no número de desastres relacionados a ciclones e frentes frias. Um estudo divulgado durante a COP30 em Belém, Pará, revela que, entre 1991 e 2024, o país registrou 407 eventos climáticos extremos, representando um aumento de 19 vezes quando comparado a períodos anteriores.

Recentemente, tornados no Paraná resultaram em sete mortes e mais de 700 feridos. Entre 2021 e 2024, os eventos extremos tiveram um crescimento de 1.800% em relação à década de 1990, com 44 ocorrências, em contraste com uma média de apenas 2,3 incidentes dentro de um intervalo de 30 anos.

Os dados são da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, em colaboração com a Universidade Federal de São Paulo e a Fundação Grupo Boticário. A pesquisa identificou o impacto em 232 municípios, afetando cerca de 1,2 milhão de pessoas, com os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul sendo os mais atingidos. Mais de 27 mil indivíduos ficaram desalojados ou desabrigados devido a esses desastres.

O estudo aponta que o aquecimento global é a principal causa do aumento na intensidade de ciclones, frentes frias e ondas de frio no Brasil. Isso resulta em um estresse térmico global que afeta as regiões polares, especialmente a Antártica, provocando um maior fluxo de massas de ar frio para o Brasil. As cidades foram construídas em épocas em que tais eventos extremos eram raros, o que levanta a necessidade urgente de adaptar a infraestrutura urbana à nova realidade climática.

Além disso, o estudo contabiliza um prejuízo de R$ 2,740 bilhões para o Brasil, impactando severamente os serviços públicos de energia, transporte e distribuição. O setor agrícola é o que mais sofreu perdas no contexto privado.

De acordo com o estudo, é fundamental implementar medidas para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e garantir financiamento climático. Contudo, ações efetivas levarão tempo para mostrar resultados, com um período estimado de 10 a 15 anos para que os efeitos positivos possam ser percebidos. Assim, é vital que a sociedade e o governo se preparem para enfrentar os desafios impostos pela mudança climática.

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