A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina d’Ampezzo termina neste domingo (15). O último dia terá a prova de 20 km do esqui cross-country em Tesero, a partir das 5h (horário de Brasília), com seis brasileiros em busca de medalha.
Cristian Ribera, responsável pela primeira medalha paralímpica de inverno do Brasil — prata no sprint sentado — tenta repetir o pódio nos 20 km. No Mundial de 2023 em Toblach (Itália), Ribera conquistou o bronze na mesma distância. O atleta nasceu em Rondônia, mora em Jundiaí (SP) e tem artrogripose.
No sábado (14), Ribera integrou o revezamento ao lado da paranaense Aline Rocha e do paulista Wellington da Silva. A prova normalmente é disputada por quatro atletas (dois homens e duas mulheres), que percorrem 10 km no total, em quatro trechos de 2,5 km. Com apenas três integrantes, Wellington — único brasileiro na competição que compete em pé — foi responsável por dois trechos.
A equipe brasileira terminou em 7º entre dez equipes, com o tempo de 27min00s5, marcando o melhor resultado do país na história do revezamento. Os Estados Unidos ficaram com o ouro. Em Pequim-2022, o Brasil participou com quatro cadeirantes e ficou em 8º lugar.
Aline Rocha, que sofreu paraplegia em um acidente automobilístico, também figura entre as chances de pódio para o domingo. Ela foi bronze nos 18 km no Mundial de Östersund (Suécia) em 2023.
Além de Ribera, Aline e Wellington, estarão na disputa os paulistas Guilherme Rocha e Elena Sena e o paraibano Robelson Lula.
A cerimônia de encerramento ocorrerá em Cortina d’Ampezzo, que sediou as provas de snowboard, a partir das 16h30.



