sábado, abril 11, 2026
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Especialista militar diz que Israel não consegue destruir o Hezbollah

Bombardeios israelenses contra o Líbano deixaram ao menos 303 mortos em um único dia, segundo autoridades libanesas. A ofensiva aérea atingiu bairros de Beirute e regiões do sul do país, ampliando a crise humanitária.

O governo de Israel anunciou intenção de criar uma “zona tampão” até o Rio Litani, situado a cerca de 30 km da fronteira entre os dois países. A possibilidade de incursão terrestre e de manutenção de forças no sul do Líbano vem sendo citada por autoridades israelenses.

O grupo xiita Hezbollah informou ter destruído mais de 100 tanques israelenses desde 2 de março. Desde a retomada dos combates, ambas as partes mantém demandas conflitantes: Israel exige o desarmamento do Hezbollah, enquanto o grupo pede o fim dos ataques aéreos e a retirada definitiva das forças israelenses do território libanês.

Em 7 de março, Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo com duração prevista de duas semanas. No dia seguinte, houve intensificação dos ataques israelenses contra alvos no Líbano, o que levou Teerã a ameaçar abandonar as negociações com Washington. Após a violação do cessar-fogo, o Hezbollah retomou operações contra posições em Israel.

O conflito tem provocado elevado número de vítimas civis e pressão sobre a comunidade internacional para evitar nova escalada regional. O Hezbollah foi criado durante a ocupação israelense do Líbano no final da década de 1980.

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