sexta-feira, março 27, 2026
InícioSaúdeEspecialista afirma que é cedo para alarmismo sobre o vírus K no...

Especialista afirma que é cedo para alarmismo sobre o vírus K no Brasil

Autoridades de saúde detectaram no Brasil um caso do vírus influenza A (H3N2) associado ao subclado K, sem indícios, até o momento, de circulação local da variante.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou sobre aumento rápido da circulação do subclado K no Hemisfério Norte, com maior incidência na Europa, América do Norte e Leste Asiático. Na Europa, a atividade gripal começou antes do esperado e o subclado K respondeu por quase metade dos casos reportados entre maio e novembro de 2025. A OMS não registrou, até agora, mudança significativa na gravidade clínica relacionada ao subclado, considerando internações, admissões em UTI e óbitos.

No Brasil, o Ministério da Saúde incluiu pela primeira vez a identificação da variante K em boletim epidemiológico, apontando um caso no estado do Pará. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a amostra foi coletada em Belém em 26 de novembro e analisada inicialmente pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA). Após detecção de influenza A (H3N2), o material foi encaminhado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) para sequenciamento genético.

O caso registrado trata-se de uma paciente adulta, estrangeira, procedente das ilhas Fiji, e foi classificado como importado. Até o momento não há evidências de transmissão local relacionada à variante no país.

A OMS atualizou em setembro a composição recomendada das vacinas contra a influenza para o próximo ano, incluindo cepas mais próximas das que vêm circulando, com presença do subclado K entre as selecionadas.

As autoridades de saúde mantêm a vacinação como principal medida de prevenção. Além disso, as recomendações incluem higiene frequente das mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas respiratórios, uso de máscara e procura por atendimento médico diante de febre. Para os serviços de saúde, a orientação é reforçar vigilância epidemiológica, laboratorial e genômica.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES