sábado, abril 11, 2026
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El Niño deve alcançar o pico no final do ano

O El Niño é um fenômeno climático resultante de variações nos ventos e na temperatura da superfície do Pacífico tropical. No Brasil, o aquecimento associado ao evento costuma provocar secas severas e ondas de calor no Norte e Nordeste, além de chuvas intensas com risco de enchentes no Sul.

Previsões meteorológicas indicam 80% de probabilidade de retorno do El Niño ao país na segunda metade de 2026, com pico esperado para o final do ano. As projeções apontam intensidade entre moderada e forte, similar à observada no episódio de 2023–2024.

Na região amazônica, a combinação de céu mais limpo e ausência de chuvas eleva as temperaturas e favorece a ocorrência de secas prolongadas. Em 2023, a cidade de Belém registrou as maiores temperaturas em 33 anos, evidenciando o impacto térmico do último evento. Condições mais secas e calor aumentam também o risco de focos de incêndio e a extensão das queimadas nas florestas.

No Sul do país, o El Niño costuma intensificar o volume de chuva, elevando a probabilidade de precipitações torrenciais e de ocorrências de inundação.

Do ponto de vista da saúde pública, episódios de calor extremo e da fumaça gerada por queimadas estão associados a aumento de internações e óbitos por problemas respiratórios, circulatórios e cardiovasculares, além de dificuldades no controle da temperatura corporal. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, exigindo atenção redobrada.

Especialistas recomendam medidas preventivas básicas durante períodos de calor intenso: manter hidratação adequada, optar por alimentação leve e adotar estratégias para controlar a temperatura corporal. As autoridades de monitoramento climático e de defesa civil seguem acompanhando as projeções e emitindo alertas conforme a evolução das condições.

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